clarissa lago entrevista gil vicente autor de sadeEra quarta-feira, mais ou menos 11h da manhã, quando Valdiky Moura me chama pelo FACETIME: e diz: “olha, estreia SADE amanhã, vamos assistir, não marque nada no feriadão, pois já agendei com GVT uma entrevista para o Blog da Psicanálise, no sábado às 16h, no ICBA!

Respondo: GVT? Quem é GVT? A ficha meio que demorando de cair…

Então VM responde: “GVT = Gil Vicente Tavares!”

Respondo: Ok, mas quinta-feira tenho analisante até tarde da noite aqui no consultório, podemos então assistir à peça no próprio sábado mesmo?

Moura responde: Podemos sim!.

Hoje é madrugada de 7 de setembro, no sábado 16h fomos ao ICBA, Gil nos recebeu super bem, concedeu-nos uma entrevista com mais de 25 minutos gravados, em meio a muitas pausas para várias gargalhadas e brincadeiras alheias, precisava dessa entrevista, material de escrita, e não apenas ficar viajando numa fantasia na minha condição de espectadora ao assistir SADE.

Claro, como psicanalista, sei que a entrevista que Gil concedeu não cabe nem analisar pelo viés da psicanálise! Jamais faria isso! Gil nunca foi meu analisante e me afirma que nunca fez análise. Ele diz, eu acredito!

E meus analisantes sabem, os preservo todos! São meus leitores fiéis, podem até fantasiar que algum dia serão citados em algum texto, ou que determinada matéria escrevi porque os tenho no meu consultório, mas… fantasia é terra que ninguém passeia e é de cada um.

A psicanálise é uma prática que acontece na díade entre um analista (disposto a escutar e operar) e o analisante (disposto a falar), sendo sempre algo de uma esfera privada – isso chamamos de psicanálise em intenção.

Quando saímos dessa esfera do privado para o público estamos então operando com uma psicanálise em extensão, é isso que acontece ao tentar explorar qualquer dramaturgia que seja.

Após assistir SADE, invoco Fleig (2008), ao afirmar que: o desejo, só pode ser perverso.

A etimologia nos ajuda nesse caso: a palavra desejo vem do latim, do desiderium, que, por sua vez, decorre do verbo desiderare, formado do prefixo de mais o verbo siderare. (…) siderar, refere-se ao movimento dos astros, a sua sideração, em rotas imutáveis. Assim, a desideração ocorre quando há ruptura do roteiro fixo e a saída da rota supostamente dada pela natureza. A desideração, ou seja, o desejo, é idêntica à quebra da versão tida como natural, é uma perversão ou inversão. É nesse sentido que o ser humano, pelo fato de estar submetido à linguagem, é um perverso polimorfo, sempre exposto à deriva provocada pela desideração¹ e que somente encontra um frágil amparo nesses meandros das palavras, visto que também essas não se encontram livres da perversão dos sentidos, nas infinitas formas de equivocação. (FLEIG, 2008; p.62).

Mas, todo psicanalista é, sim, um pesquisaDOR inquieto do humano. O nome SADE de fato chama a atenção não só a mim, como talvez a qualquer outro psicanalista.

Poderia escrever um texto libertino? Provocador? Depravado? NÃO!!!!!!!! Até porque não é desse SADE que Gil Vicente trata em sua peça.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Alerto aos voyeuristas que desejam ir assistir SADE, no teatro do ICBA, esperando ver altas cenas de libertinagem e orgias do ato sexual… Optem pelas casas de swing! O Sade que Gil nos apresenta é um SADE, sim, logorreico, um SADE DE LINGUAGEM – uma farsa onde o espectador será preso pela escuta do texto!

A grande sacada de Gil foi prender o espectador pela pulsão invocante! O espectador precisa estar muito mais atento ao texto do que ao “to play” da peça.

Sade está muito bem comportado. Saí com uma sensação esquisita da peça… saí me perguntando: Mas não é teatro? No teatro não cabe encenações mil? Por que Sade e suas respectivas putas estavam tão bem comportados em cena? Não há uma única cena de nudez, só Márcia Andrade que em uma hora mostra um único seio, dispensável. A encenação está classuda, bem construída, ao que se propõe.

Até no figurino, todos estão vestidos! Os atores, o peitoral está coberto com aquele novo tecido que é sucesso em festas de casamentos – parece que estão de peito nu? Não!!!! Essa é uma das chaves de todo o espetáculo.

Ora, ora, ora… embora no texto haja tanto o significante Puta! Puta! Puta! Puta! Todas as putas estão cobertas. Mais parecem freiras! E talvez o “to play” esteja nesse jogo: a mulher desejada? É velada. A sexualidade é velada em todos os momentos da encenação!

O ato sexual não foi posto em cena… Gil foi ao passo que pudico, esperto… porque ele “jogou” o texto e tudo fica a cargo do espectador ter seus devaneios, sejam eles quais forem!

O que o autor e diretor dá ao espectador é a possibilidade deste fantasiar e construir o seu próprio SADE; ou seja: o Sade que cada espectador possui dentro de si.

O autor e diretor da peça é inteligente o bastante para saber que:

O perverso é, portanto, aquele que põe em prática até o fracasso humilhante, a fantasia. Com o fiasco da humilhação, o perverso se angustia, deprime-se, se sente ridículo, o maior idiota do mundo. Sem dúvida, há nos comportamentos perversos algo dolorosamente cômico. (…) ele também se presta ao riso quando vemos desmoronar, como um castelo de cartas, toda a operação que ele instaurou cuidadosamente. É aí que ele goza, por ser rebaixado de maneira aviltante, e encontra sua satisfação na dor masoquista. (NASIO, 2007; p.49).

Foto: Leto Carvalho

Foto: Leto Carvalho

É forçar muito a barra afirmar que a peça SADE, tal como ela está sendo encenada, é uma peça de cunho psicanalítico. Acredito, sim, se entrarmos no terreno das fantasias do espectador… Haverá mil e umas fantasias… mas, escutei muito mais uma peça de cunho político-filosófico do que psicanalítico.

Procurei Freud e Lacan em seus diversos artigos… não encontrei, posso devanear – como ando me dedicando a estudar as pulsões – que localizo “O instinto e suas vicissitudes”, especificamente na página 65, da nova tradução de Paulo César Souza, os seguintes aspectos:

Quanto ao par de opostos sadismo-masoquismo, o processo pode ser apresentado da seguinte forma: a) O sadismo consiste em prática de violência, exercício de poder tendo uma outra pessoa como objeto; b) Esse objeto é abandonado e substituído pela própria pessoa. Com a volta contra a própria pessoa também se realiza a transformação da meta instintual ativa em passiva; c) Novamente se busca uma outra pessoa como objeto, a qual, em virtude da transformação de meta ocorrida, tem de assumir o papel de sujeito. (Freud, 2010[1915], p.65)

Ou seja, especificamente no tópico c, Freud deixa claro que: no par sádico-masoquista; quem está gozando é o masoquista – e mais… se formos para além de Freud sabemos que o sádico, ao final…. Sua tendência é cair no ridículo. Na verdade, só faz … o que o Outro pede!

Lacan, já no Seminário 1, se interessa em discernir o papel da intersubjetividade na perversão e afirma: “Não há uma única forma de manifestação perversa cuja estrutura mesma, a cada instante do seu vivido, não se sustente na relação intersubjetiva.” (p.149). Nesse momento, ele postula que qualquer manifestação perversa se dá na relação intersubjetiva, ao dizer, quanto à relação sádica, que ela “só se sustenta na medida em que o outro está no justo limite em que continua ainda sendo um sujeito”.

marques_de_sadeA relação sádica implica, com efeito, que o consentimento do parceiro seja aprisionado. Sua liberdade, sua humilhação, sua confusão e, em suas formas leves, as manifestações perversas, “em vez de serem levadas até o extremo, permanecem antes na porta de execução, jogando com a espera, o medo do outro, a pressão, a ameaça, observando as formas mais ou menos secretas da participação do parceiro. É o que está assim na base da relação intersubjetiva que alimenta a perversão, é a “anulação, ou o desejo do sujeito”.

O SADE em cartaz no Teatro do ICBA está mais para a descrição que Susine (2006) nos faz quando o chama de autor do crime perverso, Susine (2006) clarifica, que esse criminoso, esse autor de crime perverso, que a mesma se debruça a estudar, não é o perverso no sentindo comum do termo, como maléfico, desviante, manipulador, porque manifestaria uma perversidade, uma malignidade de caráter e de comportamento. Há um mais além, ele é criminoso porque sua relação particular com o Outro, é, antes de mais nada, com o Outro do encontro sexual.

Para Susine (2006), o autor do crime perverso, antes de mais nada, é autor e criador de um espetáculo pouco comum, montado e representado em nossa intenção. Por isso é que no mundo da mídia contemporânea ele prolifera, ao ponto de se tornar vedete de nossa sociedade do espetáculo. Qual o segredo do vedetismo do autor do crime perverso? Qual é, então, a natureza do espetáculo pouco ordinário que ele promove? (p.17).

É ele quem sabe tirar partido da mídia, inaugura com a maestria o divertimento.

A palavra entertainment traduz melhor os componentes de suspense, angústia e horror, aproveitando melhor que qualquer outro a oportunidade de nada esconder, de exibir detalhes mais cruéis de sua sexualidade, o perverso é aquele que tem o trabalho de revelar, tornar pública e difundir esta terrível notícia: existe um crime causado pela busca do prazer, existe um crime em que se acrescenta o gozo.

Foto: Leto Carvalho

Foto: Leto Carvalho

É esse SADE que talvez vocês encontrem no teatro baiano, o SADE que irá cutucar, mexer a sua fantasia… A fantasia inconsciente, isto é, a relação específica do sujeito com seu mundo, pois o espetáculo sustenta a perfeita coerência daquilo que parecia primeiramente aberrante, inexplicável, enigmático.

Se Sade é normalmente colocado do lado do mal, é que por definição a sua condição, a condição de seu gozo, não pode ser um lugar-comum. É necessário que ele seja impensável, fora do senso comum, pelo avesso da comunidade e do laço social.

É desse SADE que Gil Vicente de forma delicada e sutil trata em seu espetáculo. Ele não faz a opção de mostrar SADE pela pulsão escópica! Mas, sim, por uma pulsão invocante o tempo todo. Então… está aí o espetáculo: o primor do texto!

É uma peça para um público antenado, com escuta apurada… talvez seja uma peça para um público especifico…

Gil nunca foi ao DIVÃ. Ok, mas com toda certeza, subverteu a ordem de uma prática psicanalítica; está fazendo os psicanalistas irem assistir à peça dele e o divã está posto em cena!

E bem “perversinho” (risos), Gil coloca o divã no cenário da peça…. dizendo a todos! O DIVÃ É DE FERRO!!!! Ou seja: nada confortável deitar nele… (risos).

Agora, saí com uma sensação esquisita da peça, mas isso já é algo que anda perseguindo minhas escritas; a pergunta que não quer calar é: Será que a sociedade encaretou? Pois já assisti a espetáculos aqui na Bahia lá pelos idos da década de 1990, anos 2000, muito mais “depravados”… “escancarados”…

Ando me fazendo essa pergunta direto… mas não vou me ater a essas questões, por ora! Porque esse texto vai ser jogado na rede e o leitor também terá a meu respeito críticas terríveis.

Mas digo logo! Meu Sade é libertino! Sei, como psicanalista, sei. Eu pago um preço muito alto por isso!

Gil, amigo! Você diz, eu acredito! Você nunca foi a um divã “tradicional” de um analista, mas transpôs o setting psicanalítico para sua peça… o divã de ferro…

Foto: Carlos Barral

Foto: Carlos Barral

Seu divã de ferro! Prova viva do quanto a psicanálise é uma prática cruel e sadiana! Fazer análise dói, mexe, sangra, faz muito barulho mesmo no silêncio.

sade gil vicente icba blog da psicanalise-lagoOs atores quando não estão em cena textual estão sentadinhos com semblan de psicanalista! Sim… tem muito psicanalista careta! Chato! Mesmo em Salvador-Bahia ainda existem aqueles que pregam a psicanálise dos tempos de Freud-Lacan de uma forma totalmente descontextualizada do nosso tempo, quiçá da nossa cidade – baiana e sincrética!

Existem analistas que fazem, sim… aquelas “caras e bocas” de paisagens com seus respectivos analisantes… e pior!!!!! Ficam “mudos”, assim como seus atores em sua peça quando não estão na cena principal.

Escrevo muito tranqüilamente, fiz mais de 30 anos de análise, inclusive troquei umas três vezes, até chegar ao meu terceiro e último analista – com quem convivi longos anos… Ah! E esse último? É um senhor já, mas um cara super up! O tempo passou que nem vi que ele ficou grisalho! Um dia levantei do divã dele e falei: “Nossa, como você já está todo grisalho”! (risos)

Para além desses mais de 30 anos de análise, hoje, como psicanalista, sei que estou longe, aliás, passo muito longe da ortodoxia e de qualquer bíblia sagrada que seja! Ando evitando até as seitas religiosas que também fazem parte do ritual psicanalítico!

Para os ferinos psicanalistas de plantão, que porventura se derem ao trabalho de ler esses humildes escritos, pontuo: minha clínica anda muito bem! Obrigado! Meus analisantes são ótimos! Produtivos, articulados, dispostos a trabalhar! E um vai indicando ao outro… que indica outro… que indica outro… é assim que uma clínica psicanalítica cresce e acontece! Não é somente lendo a bíblia, indo para a igreja toda semana, orando todos os dias as ave-marias não tão cheias de graça e com o mesmo “pai-nosso” que um psicanalista irá avançar em sua clínica!

O psicanalista aprende a operar mesmo é em sua prática clínica e com seus analisantes! É com os nossos analisantes que aprendemos o que é psicanálise, isso Lacan já nos disse!

Talvez seja isto que você esteja fazendo, Gil, ao encenar SADE. Você joga! Ao passo que se veste de analista e escolhe seu público seleto e “cabeção” para assistir a seu espetáculo, você que nunca deitou no divã… entretanto se permite deitar no seu divã de ferro e pede para que o espectador teça com você um diálogo.

Seu espetáculo pede ao espectador, no momento que faz emergir o SADE que cada um tem em si, sair da cadeira do teatro e correr para o divã do analista!

É disso que sua peça trata… sua peça fala… fala! fala! Fala! Fala! FAAALA!!!! Isso é psicanálise.

E é muito justo que se fale de SADE mas não se ponha em ato. É para isso também que as pessoas fazem análise, para falar… falar… falar… e não pôr em ato! O que a análise permite ao sujeito é ter um inconsciente advertido e domar inclusive o Sade que existe em cada um de nós!

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PARABÉNS GIL! ESTÁ DANDO UM TAPÃO NA CARA DE TODO MUNDO! Mas de forma tão sutil e delicada, coisa que ainda não sei fazer, mas ao longo da nossa amizade, juro, vou aprender com você! Tem coisas que só o amigo mesmo pode ensinar!

 

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¹(ruptura do roteiro fixo).

REFERÊNCIAS: 
	
DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro, Contraponto, 1997; 
FIRGERMANN, Dominique. Os destinos do Mal: Capitalismo e Perversão. In: FIRGERMANN, Dominique e DIAS, Mendes. Por causa do pior – São Paulo: Iluminare, 2005. p. 73-91;
FEIG, Mario. O desejo só poderá ser perverso. In: O desejo perverso. FLEIG, Mario. O desejo perverso. Porto Alegre: CMC, 2008. p. 59-142;
FREUD, Sigmund. Os Instintos e seus Destinos (1915). In: Obras completas, volume 12: Introdução ao Narcisismo: ensaios sobre a metapsicologia e outros textos (1914-1916)/Sigmund Freud; tradução e notas de Paulo César de Souza – 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p.51-81;
FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer. In: Obras completas de Sigmund Freud. Edição standard brasileira: Volume XVIII. Rio de Janeiro: Imago, 1996 (1925-1926);
FREUD, Sigmund. O problema econômico do masoquismo. In: Obras completas de Sigmund Freud. Edição standard brasileira: Volume XIX. Rio de Janeiro: Imago, 1996 (1924);
FREUD, Sigmund. Bate-se numa criança. In: Obras completas de Sigmund Freud. Edição standard brasileira: Volume XVII. Rio da Janeiro: Imago, 1996 (1927);
GOZO. In: KAUFMANN, Pierre. Dicionário enciclopédico de psicanálise: o legado de Freud e Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1996. p. 221-224;
GUYOMARD, Patrick. A Lei e as leis. In: ALTOÉ, Sônia (org). A Lei e as leis: Direito e Psicanálise. Rio de Janeiro. Ed. Revinter, 2007. p. 3-59; 
JORGE, Marco Antonio Coutinho. Do amor ao gozo: uma leitura de “Uma criança é espancada”. In: JORGE, Marco Antônio Coutinho. Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan, vol. 2: A clínica da fantasia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010, p. 96-113;
JULIAN, Philippe. Perversão. In: JULIAN, Philippe. Psicose, perversão, neurose: a leitura de Jacques Lacan. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002. p. 99-131;
LACAN, Jacques. O seminário, livro 1: Os escritos técnicos de Freud, 1953-1954. Rio Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986; 
LACAN, Jacques. O seminário, livro 7: A ética da psicanálise, 1959-1960. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008;
LACAN, Jacques. O seminário, livro 20: Mais, ainda, (1972-1973) – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008;
NASIO, Juan David. Primeira Lição: Os dois grandes conceitos: O inconsciente e o Gozo. In: NASIO, Juan David. Cinco Lições sobre a teoria de Jacques Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, Ed, 1993. p. 11-46; 
NASIO, Juan David. A Fantasia. In: NASIO, Juan David. A Fantasia: o prazer de ler Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2007. p. 25-60;
PERES, Urania Tourinho. Uma ferida a sangrar-lhe a alma. In: FREUD, Sigmund. Luto e Melancolia. São Paulo: Cosac Nanify, 2011;
SUSINE, Marie–Laure. O autor do crime perverso. – Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2006;
VALAS, Patrick. A conceituação do gozo no ensino de Lacan. In: As Dimensões do Gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. p. 26-80. 

Written by Clarissa Lago

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